02 julho 2009

O Mito do Sal no Aquário de Água Doce






Olá a todos!

Em qualquer contexto que seja, sempre existem as lendas sobre um determinado assunto, no aquarismo isso não é diferente, acontece com a regra do cm de peixe por litro de água; com o peixe que cresce de acordo com o tamanho do aquário; aquele "cascudinho" que come as fezes dos outros peixes; os aquários pequenos que são os melhores para os iniciantes, pois dão menos trabalho; apaiaris que são carnívoros e vorazes predadores de peixinhos indefesos; aqueles remedinhos coloridos que devem ser utilizados no aquário a cada troca de água para prevenir as doenças; as matrizes de algum peixe que estão à venda; o aquário que deve ser desmontado e lavado a cada 6 meses e por aí vai...

Dentre estes mitos, ou lendas, existe um que ainda hoje é bem forte entre os aquaristas: o uso do sal grosso em aquários com peixes de água doce.

Foi pensando em como desmistificar este assunto de uma vez por todas que nós resolvemos escrever este texto, esperamos com ele conseguir mostrar que o sal não deve ser usado a torto e a direito nos aquários de peixes de água doce e o que o seu mau uso pode causar nos pobres peixes que não têm como se defender das atitudes que o "dono" do aquário pratica.

Toda água contém substâncias dissolvidas - sais, gases, pequena quantidade de compostos orgânicos e vários poluentes. Além da temperatura da água, esses são os fatores de maior importância fisiológica.

A água do mar contém cerca de 3.5% de sal (isto é, 1 litro de água do mar contém aproximadamente 35g de sal), os principais íons são sódio e cloreto, com magnésio, enxofre e cálcio presentes em quantidades substanciais. A concentração varia um pouco conforme a região.

A água doce, ao contrário da água do mar, apresenta um conteúdo de solutos altamente variável. Se a água corre sobre uma rocha dura e insolúvel, como o granito, ocorre a dissolução de pouco material adicional e, portanto, esta água é denominada mole; por outro lado, se ela se infiltra no calcário poroso, pode dissolver relativamente grandes quantidades de sais de cálcio e é denominada água dura.

Percebam o fato de que o termo "sais" é aplicado para outros compostos que não aquele sal de cozinha ou sal grosso que você conhece.

Os animais de água doce possuem fluidos corpóreos que são osmoticamente mais concentrados que o meio; estes animais são chamados de hiperosmóticos.

As diferenças são geralmente reguladas cuidadosamente pelo organismo do animal. Para ilustrar os problemas da regulação de volume das células, podemos considerar a membrana celular permeável à água, porém impermeável aos solutos. Uma alteração na concentração extracelular (fora da célula, ex: na água) causará uma alteração no volume celular:

  • Se a concentração extracelular (da água) for reduzida, a célula absorverá água e inchará - um problema que pode acontecer com os ciclídeos africanos que necessitam de água "dura" e são mantidos em água "mole".
  • Se a concentração extracelular for aumentada (colocar sal na água de um peixe de água doce), a água será retirada e a célula murchará, o peixe vai "perder" água para o meio, ficará desidratado.


As concentrações iônicas são sempre muito diferentes daquelas do meio externo, mas isso não é tudo. Acontece que cátions comuns Na+ e K+ , têm um efeito perturbador considerável sobre a ação de enzimas metabólicas e alterações substanciais nas suas concentrações poderiam causar um grande desarranjo no metabolismo celular.

Boa parte do metabolismo celular depende de um processo popularmente chamado de bomba de sódio e potássio, no qual íons de potássio são mantidos em concentração intracelular maior e íons de sódio são mantidos em concentração extracelular maior. Tais concentrações permitem o funcionamento de proteínas que controlam a entrada de nutrientes vitais à celula, como glicose e aminoácidos.

Sendo o sal de cozinha comum composto pelos íons Na+ e Cl-, ao ser adicionado em uma maior quantidade no meio em que o(s) peixe(s) se encontra(m) estará afetando diretamente o metabolismo celular do animal, a menos que o organismo do mesmo seja capaz de se adaptar a tal situação.

Apesar de tal fenômeno não ser de imediata mortalidade, são consideráveis os impactos causados nos organismos dos peixes, mesmo que aparentemente esteja normais, afinal as concentrações utilizadas não chegam a ponto de causar uma desidratação fatal.

A perda de água causa o aumento da concentração de solutos e o sistema de absorção e reabsorção de íons encontrado em animais de água doce aumenta ainda mais a concentração de Na+, principalmente em todos os órgãos do animal. Tudo isso causa uma falência gradativa dos sistemas vitais, levando a uma lenta e sofrida morte.

Em um estudo recente sobre o efeito do sal (NaCl) em tilápias, ficou provado que muitos peixes apresentaram lesões como: perfuração do opérculo, perda de escamas, alguma despigmentação, letargia, distensão abdominal e outras anomalias. Tudo isso por terem sido mantidas em água com concentração de sal (NaCl) elevada, à qual estes peixes normalmente não são expostos.


Casos especiais de peixes de água doce hipersensíveis à presença do sal grosso na água:


Exisem peixes que apresentam o corpo revestido por placas ósseas no lugar das escamas: coridoras, tamboatás, brochis, loricarídeos e afins; estes peixes possuem uma camada muito mais fina (podendo até mesmo estar ausente) de muco epitelial externo.

Eles não suportam a presença de sal na água (NaCl), pois ele pode facilmente levá-los à morte por desidratação rapidamente devido à grande diferença osmótica criada, à qual não estão adaptados e não são capazes de enfrentar. Muitas, se não a maioria, das espécies de loricarídeos não suportam a presença de sal na água.


Quando a adição do sal na água do aquário é recomendada:


Espécies adaptadas a meios mais instáveis e/ou salobros, como o ambiente estuarino, possuem sistemas de absorção de íons que varia de acordo com a concentração osmótica do meio, ou seja, em meios de concentração salina maior, a absorção de íons será menor e vice-e-versa.

Assim, tais espécies conseguem manter seus fluidos vitais estáveis, evitando a desidratação já mencionada e/ou uma super-hidratação, caso o meio seja hipotônico em relação ao organismo do peixe.

Algumas espécies, por estarem há muito adaptadas a tal ambiente, acabam necessitando de alguma adição de sal na água para uma vida plena e saudável, seja pelo desenvolvimento de fraqueza contra doenças menos comuns em águas salobras ou mesmo pela necessidade de certa quantidade de sal para a melhor manutenção do tão citado equilíbrio osmótico ( certas espécies como o abelhinha e o conhecido mexirica, por exemplo). Para outras, mais adaptáveis e resistentes, pouco importa a concentração salina na água, desde que não haja extremos e avariação não ocorra bruscamente (havendo poecilídeos em geral como exemplo).

Algumas espécies mais comuns e que vivem bem em água salobra: algumas espécies de baiacus, o conhecido peixe vidro indiano, o já citado abelhinha famoso por seu diminuto tamanho que é inversamente proporcional à sua beleza e charme, o peixe arqueiro é outro que vive melhor em água salobra, mexirica e scatófagos também integram o time.

Existem várias outras espécies, cada uma com suas necessidades particulares quanto à densidade da água, tamanho do aquário, companheiros e alimentação.

A natureza demorou milhares de anos para moldar as necessidades de cada espécie de peixe, não queira ser do contra e fazer seu peixe sofrer só porque lhe falaram que o sal grosso faz bem para peixes de água doce. Existem muitas informações por aí, o importante é saber questioná-las e filtrá-las!!!


Apenas frisando: Não coloque sal grosso na água do teu aquário com peixes de água doce!!!!


"Ahh mas eu li em um site que o sal é bom contra o íctio..."
NÃO coloque o sal, ele faz mal para o parasita e para o pobre coitado do peixe que já está debilitado.

"Mas fulano usa sal no aquário e os peixes dele estão bem"
Primeira questão: são peixes que podem viver em águas com uma salinidade maior, por exemplo, os poecilídeos (lebiste, molinésia, plati, espada...)?
Segunda questão: Faz quantos anos que ele trata os peixes assim? Não perdeu nenhum? Todos cresceram bem?

"Ahhh mas..."
Nada de "mas", é comprovado cientificamente que o sal grosso faz mal a peixes de água doce


Boa sorte com seus peixinhos!


Cinthia Emerich e Felipe Aoki

Bibliografia consultada:
SCHMIDT-NIELSEN, K. Fisiologia animal: Adaptação e Meio Ambiente. 5ª ed. São Paulo: Editora Santos, 2002.

25 comentários:

Marcelo Paredes disse...

Gente,

Parabéns pelo artigo, muito bom mesmo e extremamente útil para desmistificar essa lenda na criação de peixes. Eu já usei muito o sal grosso, mas um bom uso, qdo criava guppies em aquarios sem plantas e sem outras espécies.

Alex disse...

Eu tenho só lebiste e ampulárias nos meus 3 aquários, pelo que entendi, um pouquinho de sal uma vez por mês, não seria prejudicial.

Thatonka disse...

Texto excelente! Todos deveriam ler e aprender.
Parabéns à equipe!

bruno marques disse...

texto esclarecedor e desmitificador! Parabéns ! Eu que já não usava agora vou poder explicar aos meus amigos o pq d nao se usar !! hehe
Um excelente papo d bar com amigos aquaristas !!!! Mais uma vez, PARABENS !!

fabiopx disse...

eu considero q este texto insere um novo mito: o sal de cozinha nunca deve ser utilizado.
banhos em solução com baixa concentração ou ate mesmo em alta concentração, podem ser uteis em diversas situações, e concentrações isotonicas podem ser uteis em peixes que estão em anorexia, sempre lembrando q tratamentos são espécie-especificos.

na verdade o erro do aquarista, alem do uso INDISCRIMINADO de sal, é o não uso de aquario hospital.

Juliano Bergman disse...

Desculpem mas esse "MITO" pode ser quebrado, tenho um aquario de 200 litros a 5 anos, nele tenho 3 Acaras bandeiras, 4 espadas femeas e 2 espadas macho, 4 cascudos, 4 coridoras, 1 botia palhaço, 1 tetra albino, 2 tetra buenos aires, 1 tetra fortuna, 2 barbus sumatra verde, 4 barbus sumatra tigre,4 barbus cereja véu e 2 bala shark. Bom os acarás estão comigo a 5 anos, os outros variam um pouco, mais o mais recente tem 2 anos comigo (botia palhaço), desde que começei com esse aquario NUNCA perdi nenhum peixe. Mantenho sempre uma boa alimentação com larvas de mosquitos, raçoes em flocos, spirulina e artêmias vivas. Faço semanalmente troca de 40% da água e mensalmente manutenção geral (filtros, sinfonagem da areia, etc...). SÓ QUE A CADA MANUTENÇÂO MENSAL ADICIONO 50g DE SAL GROSSO... e como disse nunca perdi nenhum peixe, todos são bem sadios e brincalhões. A cada 15 dias faço prevenção com fungicida, bactericida e parasiticida. E importante PH 7.0 sempre com alguma variação a 7.2 e temperatura sempre na casa dos 28.5 a 29.5ºC. 5 ANOS E NUNCA PERDI NENHUM PEIXE.

Mr. Mandelbrot disse...

Creio que o comentário acima faz um certo sentido. Como o aquário é uma verdadeira salada, com espécies de ambientes os mais variados, nada melhor do que usar sal para "temperar" essa salada toda. Duvido que o sal seja o responsável por esse suposto "sucesso".

Juliano Bergman disse...

Amigão, nunca sisse que o sal é o responsável, só disse que o mito pode ser quebrado. Meu aquario tá ai para dizer isso. Se meus peixes são "MUTANTES" não sei... Mas entendo sua inveja da minha salada.

Deco disse...

Juliano, na boa. Seu aquário está longe de ser saudável. Tenho pena de seus peixes, mas não vou disvirtuar a discussão nesta direação. Peço que reveja as faixas de pH e as dimensões exigidas por cada espécie que habita seu aquário.

Em relação à utilização do sal como remédio contra íctio, uma observação faz-se necessária. O estudo de Selosse e Rowland (1990)* demonstra que o sal de cozinha pode sim, representar um tratamento alternativo para o combate do Ichthyophtirius em diversas espécies de peixes tropicais. Carneiro et al (2005)** demonstra que, embora menos eficaz que o verde de malaquita, o sal comum representa um tratamento eficiente para tratamento do ictio.

Como todo remédio, o sal tem seus efeitos colaterais, devendo-se então, adotar as cautelas necessárias em sua administração.

O NaCl deve ser empregado para fins exclusivos de tratamento e jamais como um instrumento preventivo, com sua inserção rotineira no aquário.

*SELOSSE, P.M.; ROWLAND, S.J. Use of common salt to treat
ichthyophthiriasis in Australian warmwater fishes. Progressive Fish-
Culturist, v.52, p.124-127, 1990.

**CARNEIRO, P.C.F.; SCHORODER, M.; MIKOS, J.D. Tratamentos terapêuticos convencionais no controle do ectoparasita
Ichthyophtirius multifiliis em jundiá (Rhamdia quelen). Pesq. agropec. bras., Brasília, v.40, n.1, p.99-102, jan. 2005

ria disse...

ENFIM... TUDO SE ADAPTA!
Adaptabilidade dos seres vivos
é um axioma.
Acredito que assim como nós, nestas 4 últimas décadas, também nos adaptamos a GAMA incríveis de venenos como "fast food", alimentos hidrogenados, carnes bombadas com hormônios cancerígenos, excesso de sal e açúcar em todos os alimentos refinados, sem contar o ar e água...
Por que nossos pets não seguiriam a mesma tendência e raciocínio dos donos?
Apesar de ser consistente os argumentos desfavoráveis a salinização de aquários, acredito que seus efeitos a curto prazo (até 5 anos) pode PARECER positivos; Contudo, além deste prazo, como tudo na vida, terá seus efeitos colaterais e degenerativos: isto também serve para toda a cultura de alimentação, suprimentos,preventivos e farmacos disponíveis no mercado no aquarismo: simulando um equilíbrio virtual!
Pois, a recorrência deles todos, na linha do tempo,combinados, dissociados etc também terá consequências danosas, porém de difíceis messuração, ponderação diante de tantas e sutis variáveis.

O interessante é que cada caso, ada aquário é um microcosmo, um pequeno planeta, podendo tornar-se "uma lua" ou um magnifíco coral do pacífico... Conforme seu criador! Divulgar e disponibilizar cada um torna-se um esforço de estudo coletivo, geral e específico, podendo ou não ser ampliado, conferido, se realmente interessar À COMUNIDADE, conforme a relevância, pertinência e preceitos científica sine qua non para serem válidos.

Anônimo disse...

Eu fiz o teste do tratamento c/ sal no aquario depois de perder dois peixes por infecção por fungos, Achei que iria perder meu Oscar favorito, mas o tratamento funcionou sim. O sal funcionou como fungicida muito eficiente conforme já ouvi falar em muitos casos.Só é preciso saber a quantidade certa a cer utilizada.

Sekai Scaping disse...

Marcelo Paredes, Thatonka, Bruno Marques,

Obrigada pelos elogios, fico feliz em saber que gostaram do artigo!

Alex,

O problema não seria com os lebistes e sim com as ampulárias, o texto afirma que para os lebistes o sal marinho (na quantidade certa) seria sim bem vindo, mas as ampulárias não são de ambientes de água salobra / salgada.

Fabiopx,

O artigo fala sobre o uso do sal em aquários de água doce, não é discutido o seu uso em aquário de tratamento (exceto pela afirmação sobre o seu uso em casos de íctio). Concordo plenamente que o uso indiscriminado aliado à falta de aquário hospital é um dos erros mais graves.

Juliano Bergman,

O texto inteiro é baseado em pesquisas científicas, sem mais...

Deco,

No artigo eu não afirmo que o sal não afeta o parasita, além de concordar que afeta eu ainda falo que acaba afetando o peixe hospedeiro junto, o que é a mais pura verdade. Se esta doença pode ser controlada com o aumento da temperatura, por que adicionar o sal e estressar ainda mais o peixe que já está debilitado?

Fora é claro o fato do parasita se espalhar por todo o aquário, já pensou ter que tratar o aquário inteiro com sal? Mais fácil apenas a temperatura controlada.

Ria,

Devo discordar em relação à afirmação de que os seres humanos se adaptaram a coisas como “fast food”, excesso de sal, açúcar, alimentos hidrogenados, hormonados, etc... Temos casos frequentes de mortes por obesidade mórbida, pressão alta, diabetes, infartos causados por entupimento de vasos sanguíneos, sem contar com a precocidade da menstruação em meninas.

“Anônimo”,

O Apaiari é um peixe extremamente resistente e conseguiu sobreviver ao processo, como você mesmo afirmou, a diferença entre o remédio e o veneno está na dosagem!

Semfundos disse...

Fiquei impressionado com a qualidade do artigo. Sempre admirei a qualidade do Sekai Scaping a distância, mais desta vez não resisti a me pronunciar. Parabéns!!!

Gabriel Nabi disse...

Não concordo totalmente com esse artigo, o sal se bem utilizado é muito benéfico aos peixes, não devemos indicar que as pessoas não o utilizem e sim que o utilizem de forma correta, nas quantidade corretas. Se bem utilizado, combate diversos parasitas e doenças, além de ser fundamental para o transporte de peixes. Concordo com o fato de as pessoas, principalmente por meio da internet, usarem não só o sal como outros produtos de forma indiscrimada.
Abraço
Gabriel Sintoni Nabi
zootecnista

Anônimo disse...

Existe um plágio desse texto no yahoo respostas ;)

advmamberti disse...

o maior criador de acará disco do Brasil utiliza sal nos seus aquários há mais de 25 anos e nunca perdeu um disco por causa disso

Felipe Rubio disse...

Bom, com muitos anos de experiencia em aquarismo, prefiro não discutir, mas apenas um comentário ... li muita besteira aqui, desde anorexia, ate essa salada (rs rs rs).
Me pergunto como é possível?
Enfim parabéns, este texto explica muito bem,e com ótimas bases.

Paulo Cezar disse...

Boa tarde... Prezados, tenho um aquário de água deoce relativamente pequeno... Porém, estou tendo problemas para conseguir estabilizar o PH da água em 7.0 a 7.2, que é o recomendado.
Quando eu faço a manutenção do aquário. Eu deixo a água relativamente estabilizada, dentro do PH indicado... Porém, após dois dias, a água fica super alcalina, ou seja, fica com o PH elevado... O que vocês me recomendaria que eu fizesse, para poder deixar estabilizado o Ph da água... Desde já agradeço a atenção de todos..

Anônimo disse...

O SAL PODE E DEVE SER USADO NO AQUARIO DE AQUA DOCE NO ENTRE 1G A 2G POR LITRO PODENDO CHEGAR NO MAXIMO ATE AS 3G EM CASO DE PATOLOGIAS MAIS GRAVES. ANTES DE MAIS O PROPRIO SAL DE COZINHA ACABA POR INRREQUECER O HABITAT COM MUITOS SAIS MINERAIS BENEFICOS E ECENCIAS PARA OS ANIMAIS.O PROBLEMA NAO E O SAL MAS SIM SABER TER EM CONTA O TAMANHO DOS ANIMAIS PARA A POSTRIORI PODER CALCULAR APROX. A QUANTIDADE A SER APLICADA POIS COMO E OBVIO PEIXES MAIORES TERAO UMA TOLERANCIA MAIOR. QUALQUER AQUARIO DE AGUA DOCE DEVER SER MATIDO COM 1G A 2G DE SAL POR LITRO DE AGUA PELO MENOS, JA FAÇO AQUARIOFILIA A 45 ANOS E JA NA ALTURA SE USAVA O SAL, NAO HAVIA ESSE REMEDIOS NAS LOJAS, E JA VI AUTENTICOS MILAGRES DE ANIMAIS QUE NUNCA RECUPERAVAM COM OS ANTIBIOTICOS E CO UMA DOSE DE SAL EM QUESTAO DE HORAS LEVANTARAM SE DO FUNDO EO SEU ESTADO EVOLUIO GRADUALMENTE E POSITIVAMENTE. POR ISSO DIGO 1G DE SAL EM TODOS OS AQUARIOS DE AGUA DOSE, POIS ESSE DOSSE GARANTIRA QUE NEM AS CORRIDORAS QUE NAO TOLERAO O SAL NAO SERAO AFECTADAS E ACABARA POR EXISTIR UMA FONTE ADICIONAL DE SAIS MINERAIS, FUGICIDA, BACTIRICIDA E UMA FRONT LINE DE DEFESA NO AQUARIO.A QUE SABER USAR O SAL,QUANDO, COMO E EM QUE QUANTIDADES CONSUANTE 1. O TAMANHO DOS AIMAIS,2EXPECIES,3PATOLOGIAS 4.GRAVIDADE DAS MESMAS POIS O SAL DE VE SER USADO JUNTAMENTE COM O AUMENTO DA TEMPERATURA DO AQUARIO ATE NO MAXIMO 32G/C E O PROPRIO AUMENTO DA OXIGENAÇAO DO MESMO. PODEMOS DIZER E POSSO GARANTIR QUE NAO NAO FOR APLICADO ESTES 3 FACTORES NAO VALERA APENA UTILIZAR SAL. P.S- OS AQUARIOS DE AGUA QUENTE DEVEM SER MAANTIDOS A 30G E PELO MENOS 1G DE SAL POR LITRO.ESTE E O SANTO GRAL DA AQUARIOFILIA.

Elétrica e Refrigeração disse...

Prezados, tudo na vida tem q ser na dose certa. Sou criador de tilápias em regime superintensivo sem troca. Atualmente estou cultivando em reservatórios de 2000 litros com 5mg de sal, mas sei por experiencia minha e de outros criadores profissionais que a tilápia pode ser cultivada até 15 mg de sal. Temos que respeitar as características das espécies. Não se pode afirmar "QUE NÃO PODE USAR SAL NA AGUA DOS PEIXES DE AGUA DOCE" Isso já faz anos. Em todo caso se quiserem ler sobre o assunto é só acessar:http://www.acquaimagem.com.br/docs/Pan103_Kubitza.pdf esse cidadão é PHD em pscicultura....

Anônimo disse...

O sal vem sendo usado na aquicultura brasileira ha anos e ja existem estudos de faculdades importantes a esse respeito, existe varias maneiras e aplicabilidade do sal na aquicultura e o aquario não é muito diferente; é claro que não se pode ir dosando de qualquer forma e nem em qualquer especime é preciso estudar a situação e saber dosar, mas é muito importante para determinadas situações sim.

Sekai Scaping disse...

Caros colegas comentando a favor do uso de sal:
Seus argumentos podem ter validade, está claramente explícito no texto que o sal pode ser utilizado com espécies que toleram a presença da substância na água.

Notem que o texto não é produzido para criadores, é para hobbistas, principalmente os inexperientes que às vezes mal sabem as necessidades de pH seus peixes, quem dirá pesquisar artigos científicos sobre a tolerância máxima de todas as espécies que possuem em seu aquário comunitário.

Todos sabem que durante anos de evolução do hobby o sal foi recomendado como "milagroso remédio" e não é bem assim, é este mito que o artigo visa desmistificar.

Além disso, temos que notar que não há estudos sobre o assunto da grande maioria das espécies, logo, toda cautela é necessária.

Erick disse...

Sinceramente, obtive excelentes resultados combatendo parasitoses com o uso de sal grosso. Obviamente, a questão do equilíbrio osmótico é totalmente verdadeira. Encerrado o tratamento, o sal é gradativamente removido da água por TPAs ao longo de semanas. Como remédio para parasitas é imbatível!.

Anônimo disse...

O artigo foi postado em 02 de julho de 2009 e foi amplamente discutido nos anos seguintes por hobbistas, criadores e iniciantes. No entanto, ninguém percebeu um erro grave no artigo contido no 5. parágrafo quando menciona que a quantidade se sal contido na água do mar é de 3,5% o que dá 35g em média por litro, quando na verdade o correto é 10x mais, ou seja, de 320 a 350g de sal por litro de água e não como erroneamente mencionado nesse artigo! Em suma, o aquarista poderá adicionar de 2g até 3g de sal grosso por litro de água no aquário principal, sem prejuízo de fauna e flora e nem mesmo da colônia de bactérias que tiverem em suas mídias biológicas.( 1 colher de sopa = 25 gramas de sal grosso) Essa medida é de uso contínuo e serve como auxilio na troca osmótica de água na parede celular. Por fim, e só para constar, tal quantidade representa menos de 1% da quantidade de sal contida em 1 litro de água marinha. Abraço a todos!

Dr. Bruno disse...

Parabéns pelo Artigo, mas é de suma importância eu me manifestar por meio deste comentário, pois é um erro certas afirmações, sejam elas no artigo, como também nos comentários, primeiro vamos falar sobre a quantidade de sal por litro de agua no Mar, a quantia em media calculada é de 420g a 530g de sal por litro no mar, variando com as diversas regiões do planeta. contudo também devo afirmar que o uso de sal em agua doce é muito errado, a maioria dos peixes de agua doce são extremamente sensíveis a salinização, por isso mesmo vivem em "AGUA DOCE" o uso de sal para combater bactérias, parasitas e fungos é errado! apesar do sal realizar um excelente trabalho e aniquilar bactérias, parasitas e fungos é extremamente prejudicial aos peixes de agua doce, desde a espécie mais resistente até a mais sensível, mesmo quando usado em pouca quantidade ou para prevenção, não existe dose certa! tirem isso da cabeça! aquaristas que usam sal em tanques para criações ou mesmo para hobistas que usam em aquários, O Sal altera as concentrações iônicas Na+ e K+ e isso tem efeito direto nas enzimas metabólicas nas espécies de agua doce (seja ela qual for), A diferença da concentração intracelular e extracelular de substâncias e íons através da membrana plasmática pode ser mantida por transporte passivo (sem gasto de energia sendo o caso da difusão e da osmose) ou por transporte ativo (com gasto de energia, caso da bomba de sódio e potássio). A bomba de sódio e potássio é um exemplo de transporte ativo, A concentração do sódio é maior no meio extracelular enquanto a de potássio é maior no meio intracelular, A manutenção dessas concentrações é realizada pelas proteínas transportadoras que capturam íons sódio (Na+) no citoplasma e bombeia-os para fora da célula. No meio extracelular, capturam os íons potássio (K+) e os bombeiam para o meio interno. Se não houvesse um transporte ativo eficiente, a concentração destes íons iria se igualar, Desse modo, a bomba de sódio e potássio é importante uma vez que estabelece a diferença de carga elétrica entre os dois lados da membrana que é fundamental para as células musculares e nervosas e promove a facilitação da penetração de aminoácidos e glicose. Além disso, a manutenção de alta concentração de potássio dentro da célula é importante para síntese de proteína e respiração, o bombeamento de sódio para o meio extracelular permite a manutenção do equilíbrio osmótico dos peixes de agua doce. por este mesmo motivo deve-se parar de utilizar qualquer tipo de sal em aquários de agua doce, ou mesmo para tratamentos em aquários hospitais, hoje no mercado existem produtos de excelente qualidade para prevenção e manutenção de aquários de agua doce e salgada, um exemplo é a linha da "Labcon" (Bacter, Sani, Crystal, Anti-Algas, Clean, Ictio, Aqualife, Alcali, Acid, Anticlor, Protect Plus) é excelente e indispensável para quem quer ter um aquário de boa qualidade. são produtos com preços bem acessíveis, o kit completo sai por menos de 60 reais e pelo menos você pode dar qualidade de vida sem riscos e stress para você e para seus peixes! sejam eles de agua doce ou salgada.

Dr Bruno Borsari
PHD em Biologia Marinha e espécimes de Agua Doce